Havia um pato no armário da cozinha.
Verde.
Ou branco com listras delicadas.
Não lembro.
Ficava entre os copos altos.
Ninguém tocava.
Eu passava o dedo
na ponta do bico
quando subia na cadeira escondida.
Um dia ele não estava mais lá.
O armário continuou existindo
do mesmo jeito.
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