O pato sumiu
sem explicação.
Ninguém comentou a ausência.
Eu toquei o espaço
onde ele costumava ficar
como quem procura
um dente que já caiu.
Descobri cedo
que o mundo continua
mesmo quando algo desaparece.
Mas também aprendi
que ausência
é uma forma de memória.
Algumas coisas não estão
e ainda assim ocupam.
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