No retrovisor, vejo o mundo inteiro.
No ponto cego, vejo eu.Lá moram os medos que não assumo,
que fingem ser poeira
mas me guiam pelas curvas mais do que deveriam.
Caminho como quem segura um arco invisível
entre as costelas.
Ser mulher é estar sempre tensionada,
mas ainda assim mirar certeiro
mesmo quando ninguém percebe que é arma.
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