quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

 Há pó antigo na terra

resíduo do que já foi montanha.

Há luz recente no poste
Calor que chama alimento.

Entre ambos
uma ave jovem aprende
que o mundo não tem lado,
tem textura.

O concreto vibra,
a grama resiste,
o fio elétrico corta o céu baixo.

Ela passa.

Nada a espanta.
Nada a pertence.
Tudo a alimenta.

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