Há pó antigo na terra
resíduo do que já foi montanha.
Há luz recente no poste
Calor que chama alimento.
Entre ambos
uma ave jovem aprende
que o mundo não tem lado,
tem textura.
O concreto vibra,
a grama resiste,
o fio elétrico corta o céu baixo.
Ela passa.
Nada a espanta.
Nada a pertence.
Tudo a alimenta.
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