Quando fico muito séria,
algo em mim começa a bater no peito.
Não é ansiedade.
É lembrança.
Lembro de correr sem motivo.
De rir alto demais.
De achar que tudo era grande.
Hoje sei que nem tudo é grande.
Mas continuo achando
que algumas coisas merecem ser.
Talvez crescer
seja diminuir o medo
sem diminuir o espanto.
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